BOLETIM DE INTERVENÇÃO POLÍTICA, SOCIAL E CULTURAL DA CIDADE DE LORDELO

Publicação da Organização da Freguesia de Lordelo do Partido Comunista Português

domingo, 29 de abril de 2012

Uma cidade moderna, uma rede de transportes espartana



Quando era petiz, recordo-me de ver os autocarros da auto viação Pacense apinhados de passageiros rumando ao Porto, ou a Paredes, mas sempre cheios. Os anos passaram, o século mudou e o número de utilizadores deste transporte conheceu um assinalável declínio, sem que se registasse qualquer inversão neste decréscimo. Subsequente e consequentemente, a frequência de carreiras para estas duas cidades acompanhou esta tendência negativa. Os resultados não se fizeram esperar: Os horários foram alterados e os autocarros de fim-de-semana que faziam a ligação entre Lordelo e a sede do concelho foram extintos, o que causou inúmeros transtornos a muitos trabalhadores, sobretudo aqueles diretamente dependentes deste meio de transporte, que se viram obrigados a optar por outras formas de chegar a horas ao trabalho. Ora eu incluo-me nesse grupo de desafortunados. Não pelo que não tivesse meios para me deslocar, mas, sim, por não ter carta de condução para poder pegar num carro e seguir estrada fora até ao meu destino.
Mas não se pense que sou a única “vítima” desta delapidação a que fomos – e estamos -- a ser sujeitos por parte de uma empresa que detém o exclusivo de mercado nesta zona; muitas utentes reformadas e/ou sem meios de deslocação própria sofrem com o abusivo autoritarismo de uma empresa que não respeita os fins para que foi criada e, defendendo-se na capa da crise de passageiros, que faz e desfaz horários e rotas a seu belo prazer, não acautelando as necessidades de cada um; uma empresa que usa da prepotência déspota para impedir que a sua mais direta concorrente, com sede em Gondomar, entre no seu “feudo”, impedindo, assim, uma melhor qualidade de serviços e horários e mesmo autocarros mais confortáveis que aqueles que circulam pela nossa cidade. Face à exorbitância ia nos preços e à má qualidade dos veículos em circulação. Para terminar, espero que este apelo chegue aos ouvidos de quem de direito e que esta transportadora se deixe de prepotência e abra alas a quem deseja dar um toque de qualidade aos transportes. É um direito que a todos assiste e se exige.

Paulo Coelho

2 comentários:

  1. Uma razão muito forte,não vai valer nada.O que dizem os nossos responsáveis sobre este tema? embora não seja este local o mais apropriado aos meus gostos, mas como cidadão de Lordelo cabe-me esta opinião. Por aquilo que ao longo dos tempos se tem passado com as vias de comunicação, é altura de criar mais emprego em Lordelo para os lordelenses, mesmo assim tendo emprego em Lordelo ou próximo de Lordelo já houve casos com urgência aquisição de carro particular para se poder transportar para o seu local de trabalho. A meu ver seria melhor procurar uma maneira de arranjar um transporte público de hora a hora, apenas para fazer uma volta pequena até Valongo. E posto isto vou contar uma de muitas cenas - Eu levei de Lisboa ao Porto três horas e meia de viagem. Chegando a Valongo esperar pelo transporte para me deslocar a Lordelo levou mais de quatro horas, agora veja o desconforto. O pessoal lordelense na prática tem transporte particular familiar o que dispensa bem a questão em que se coloca aqui. Mas o mais importante para um futuro dos lordelenses seria vias de transporte favoráveis e não só também para os de fora que aqui levam a sua via. E assim passo a concluir, este é assunto que merece ser debatido os jovens de Lordelo tem uma palavra a dizer, nós somos iguais a muitos outros que são favorecidos em vias de comunicação. Façam o favor de escolherem a via mais adequada a esta situação. PENSEM BEM. (Bessa Almeida)

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  2. Bom, infelismente, os autocarros escolares ainda continuam sobrelutados, e pior ainda, o ano passado, ou há dois anos, salvo erro, um dos autocarros escolares tinha pulgas nos acentos traseiros. Ora o senhor condutor do dito autocarro decidiu deitar pozinhos para desparasitar e ainda teve a audácia de avisar os miudos para não se sentarem."Bom, valha pelo menos isso, pelo menos avisou", pensam os otimistas. Pois bem, apesar do sucedido, apenas uma mãe reclamou. Esta situação é inadmissivel! È triste, mas há que admitir que as pessoas se acomodam a situações degradantes apenas para não se chatearem. Esta é a minha humilde opinião, claro. (Fabrícia Ferreira)

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